segunda-feira, 28 de agosto de 2023

DIA 14 parte 4 final.

Acordei cedo e disposto a descobrir de vez o que está acontecendo aqui, preparei minhas coisas tomei o café e coloquei a mochila na costa, hora da caminhada, sai muito cedo, e comecei a andar em direção a floresta atrás da cabana, andei por horas, mas nada encontrava, quando mais eu andava e me afastava da cabana parecia que eu estava mais leve, tirando um problema gigante da cabeça, - O LAGO -, na caminhada, veio uma imagem na minha cabeça, -O LAGO-, como se algo tivesse me chamado de volta para a cabana – O LAGO -. Dei meia volta e voltei com passos apresados para a cabana, depois de algumas horas andando e muito cansado, cheguei na cabana – O LAGO – mas essa imagem não sai da minha cabeça, coloquei minhas coisas na cabana e foi direto para o lago, chegando lá fiquei olhando para ele, concentrado e muito suado pelo cansaço, sentei na borda do lago que me molhou deixou molhado da cintura para baixo. E fiquei admirando o lago, não sei quando tempo passei ali, parece que entrei em transe, quando dei por mim, já estava no final da tarde. Mas o que acontece a parti daí foi tudo muito rápido, que foi praticamente agora, por isso já estou escrevendo, para não esquece os detalhes, ainda estou molhado. Quando sai do transe, olhei para o lago, com uma certeza na vida que senti antes só quando resolvi viajar e parei nessa cabana, tirei a camisa e dei um pulo no lago, nadei até fica quase no meio do lago. E mergulhei, foi fundo, quando meu folego estava preste a acaba, o cansaço nos braços e pernas, mas continuei mergulhando, era muito fundo, mas chegou um momento, que estranhei, eu estava mergulhando ainda, mas a sensação era de está emergindo, passei por alguma coisa e parei de descer, comecei a subir, subir, até que cheguei de volta do nível da agua, mas não era o mesmo lugar que mergulhei, o céu tinha uma cor roxa estranha, sem nuvem mas sim umas manchas pretas direto no céu mexendo-se como se fosse milhares de minhocas se remexendo. Não estava com medo, parece que o medo não me afeta mais, mas estava muito apreensivo, não estava entendendo nada, o ar estava pesado para respirada, é como se eu tivesse tentando respirar através de um canudo de uma caneta, nadei até a borda e foi em direção que onde devia está a cabana, não vi nenhum animal ou som de um, era um silencio tão forte que estava quase ouvido o sangue circular pelo meu corpo, os meus passos ecoavam para longe, as arvores em volta eram estranham, não a conhecia, mas chegando perto onde fica a suposta cabana, comecei a ver um fios, fios de eletricidades, e eu reconheci eles, foi eu que coloquei eles ali, ontem tinham os refletores, mas não tinha refletores ali, tudo parecia tão velho, eu vi alguns no chão, deve estar ali a anos. Quando cheguei na cabana, quase não a recolhei, estava totalmente destruída, não tinha mais teto, a porta estava no chão toda corroída pelo tempo. Entrei devagar dentro da cabana, não conseguia entender o que aconteceu ali, teve algum tipo de luta? Ou foi o tempo que destruiu tudo isso? Mas quando tempo passou? Ainda estou na cabana? Ou morri afogado e aqui é o limbo? Muita dúvida passava pela minha cabeça, enquanto andava e olhava em volta, até meus olhos encontra a arma toda enferrujada em um canto caída, olhei para ela imaginando de onde caiu até ver que perto dela tinha o esqueleto de um braço embaixo de um pedaço de tabua, deve ter caído do teto, levantei a tabua e levei um susto, aquele esqueleto estava usando uma roupa igual a minha, só que muito desgastada pelo tempo. Será possível, que aquele ali era eu? Quando foi chegando mais perto, comecei a ouvi sons de novo, parecia que ainda estava longe, mas não por muito tempo, me aplumei rápido, e sai da cabana, não conseguia ver, mas parecia que os sons de passos estão vindo de quase todas as direções, como se tivesse querendo me cerca, ou como se eu fosse algum tipo de lampião e eles mosquitos atraído pela minha luz, corri de volta pelo caminho que tinha feito para chega na cabana, corri, o cansaço estava muito forte, não conseguia respirar direito, mas não parei, quando cheguei perto do lago, entrei logo e fui nadando para o meio dele, ouvi o barulho de algo pulando na agua, mas não me virei para olhar, chegando no meio do lago, mergulhei, afundei como uma pedra, para ir mais rápido tirei todo ar do meus pulmões, que já não tinha muito. Quando senti que passei por um tipo de camada fina, quando atravessei, como da outra vez, não estava mais mergulhando, estava subido. Quando cheguei na superfície do lado, comecei a nadar para a beira do lago, eu estava certo que já estava em casa, porque voltei a ver aquele céu de fim de tarde, exatamente o mesmo que eu vi antes de mergulhar. Chegando na margem dei uma olhada para o me certificar que nada me seguiu, cansado corri para a cabana, fechei a porta, me sentei na velha cadeira, e aqui estou eu, ainda, escrevendo, resolvi escreve logo, para não esquece ou de futuramente duvida de mim se tudo isso foi uma alucinação. Meu braço está pegando fogo agora, vou termina aqui de escreve e colocar um curativo nele.

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