domingo, 20 de agosto de 2023

dia 14 parte 3

Acordei no chão desnorteado, nem sabia onde estava, levantei a cabeça de vagar olhando em minha volta, a porta da cabana estava aberta, antes de cai eu a deixei aberta? Me perguntei. Percebi que já estava escuro lá fora, levantei rápido do e tentei fechar a porta, mais quando estava quase fechando apareceu um braço da escuridão lá fora, que pegou-me pelo antebraço e puxou-me para fora, no susto soltei um grito de desespero, com os olhos arregalados e de cara na areia, fiquei olhando para um lado e para o outro procurando o dono daquele braço, mas estava muito escuro, sentei no chão sem tira os olhos na direção da escuridão com as costa virada para a porta da cabana e comecei a engatilha de volta para ela, não conseguia ver nada, mas eu sentia que tinha vários olhos olhando para mim. Quando cheguei perto da porta me levantei em um só pulo e entrei e fechei. Com o coração batendo a mil, aquilo deve ter me puxado e me jogado a uns 4 metros de distância da porta, parecia que eu era uma boneca de pano, a força daquilo era absurda. Quando a adrenalina abaixou senti uma dor terrível no braço, bem ontem aquela criatura pegou, olhei para o local, e me assustei, parecia uma queimadura horrível, doía horrores, se lembro bem na hora que a criatura me puxou, a sensação do toque foi gelada, como se aquilo não tivesse vida. Por que queimou assim? E sim isso é uma queimadura? Fui até a parte que tinha um armário, onde eu guardo o kit primeiros socorros, limpei o machucado, passei remédio e enrolei em uma atadura. Liguei todas a luzes que volta a iluminar lá fora, acho que as baterias conseguem manter as luzes acessas até de manhã, nesse momento não quero ir lá fora ligar o gerador. Minha mente está cansada, mas não quero dormir, na verdade nem com sono estou, dormi o dia todo praticamente. Lá fora está silencioso, que bom que é um silencio normal, nada aquela silencioso assustado, que leva embora até o som do cai de uma folha. Depois de um tempo, agora mais calmo, a curiosidade começou a tomar conta de mim, resolvi olha pela fresta da janela que deixei propositalmente para essas situações. Tudo normal lá fora, não sei foi um momento de coragem ou loucura, eu resolvi ir lá fora, peguei a lanterna e a arma, em frente a cabana está tudo bem iluminado, dei uma olhada lá fora antes de abrir a porta, não queria que nada me puxa-se de novo, meu braço ainda está latejando de dor, talvez a dor tenha me deixado mais corajoso nessa hora. Abrir a porta devagar e dei um passo para fora da cabana, onde a luz das lâmpadas chegava estava tudo normal, foi andando na direção oposta de onde sempre vou que é para o caminho do lado, mas dessa vez resolvi ir pela lateral da cabana, foi andando até chega na parte mais escura, onde as luzes não chega e a floresta começa a fica mais fechada, foquei a luz da lanterna entre as arvores para ver se enxergava algo, mas nada via. Andei mais perto perto das arvores e procurando algo entre as arvores, foi ai nesse momento que vi, a luz da lanterna sendo refletida de volta para mim, por dois olhos grandes e brilhante escondido entre as arvores, na hora que foquei de volta a luz no mesmo lugar, já que estava pulando a luz de uma arvore para outra, não estava mais lá, não consegui ver muita coisa, mas eu vi a garras que ele tinha na mão quando passei a luz por ele, eram grandes como uma foice, fiquei com a luz focado no ponto que ele estava, e foi caminhando em direção aquela arvore, pro incrível que pareça eu estava calmo, parece que já estava cansando de senti medo ou apavorado, na quele momento estava em paz, queria só resolve logo esse problema, não importasse o resultado. Chegando perto da arvore, olhei para tras dela, nada tinha e ouvi um barulho a frente como se tivesse alguém correndo para longe, pontei a lanterna e nada via, a floresta dali para frente já estava muito fechada, só via o mato se mexendo. Apontei a minha arma na direção do mato, com uma raiva gigante e dei dois tiros e gritei -OQUE VOCÊS QUEREM COMIGO? PORQUE ME PERTUBAS, VENHAM, EU AQUI, POR QUE QUANDO VOU PARA CIMA VOCÊS FOGEM? VAMOS, VENHA! VAMOS RESOLVER ISSO AGORA! Mas não tive resposta além do eco dos tiros voltando do meio do mato. Fiquei ali parado, respirando ofegante, com raiva. Realmente queria acabar com essa situação toda ali naquele momento. Depois de um tempo desisti, virei as costas para a floresta com zero medo e voltei para a cabana. Pela raiva que senti naquela hora ou pela compulsão de descobri o que eles são ou que querem, coloquei na minha cabeça vou descobrir o tudo. Amanhã pela manhã darei uma volta pela floresta para ver se encontro algo.

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