terça-feira, 29 de agosto de 2023
Inveja
Essa é a história de um homem que tinha muita inveja dos seus próximos, ele queria tudo que os outros tinham, na ânsia de ter tudo, ele entrou em contato com um velho feiticeiro mestre de magia negra.
Velho entregou para o homem um livro com 3 rituais que ele deve fazer e que no último ritual ele vai ter uma visita, nessa visita ele tem que informar para o visitante o seu maior desejo, que a parti dali tudo que ele quer vai conseguir.
Chegando em sua casa pequena, ele não pensou duas vezes, realizou os três rituais, o ultimo sendo um de sangue, sacrificando uma quantidade do seu próprio sangue, quando terminou o ritual, pálido e quase sem energia que acabou dormindo onde estava, ele acordou por voltas das 03 horas da madrugada com sua campainha, levantando no susto ele correu para a porta para abri-la, mas antes de chega nela, a porta já estava aberta, dentro da casa estava um homem bem vestido com uma roupa formal que aparentava ser de época, como da década de 20 ou 30.
OLÁ, homenzinho, não preciso pergunta se posso entrar, já fui convidado. Disse o homem.
ENTÃO, homenzinho? Qual seu desejo?
O homem sentido um forte cheiro de enxofre, sabendo que estaria entrando no caminho que não teria volta praticamente gritou.
EU DESEJO TER TUDO AQUELES EM MINHA VOLTA CONSEGUIRAM E EU NÃO.
Hahaha – riu o homem com suas roupas de épocas e seu cheiro forte de enxofre. Muito bom o seu pedido- colocando a mão em seu paletó e tirando uma folha de caderno. Pegue essa folha, coloco aqui os nomes daqueles que você deseja ter as posses, o nome daqueles que alimentam sua inveja e você terá tudo aquilo que eles têm com o braço esticado mostrando a folha para o homem. Com a máxima velocidade que aquele corpo podia mexer e faminto de inveja pegou a folha da mão do homem com cheiro de enxofre, pegou um lápis da mesa e já começou a escrever os nomes dos seus vizinhos.
-Mas cuidado, Quand...
O homezinho nem ouviu a orientação, ou se ouviu não deu a mínima, ele só queria TUDO.
Com passa do tempo, todas as pessoas em volta do homenzinho ficaram em desgraças e ele cada vez mais rico, mas a sua fome não passa, sempre ele colocava um novo nome, a sua letra já estava muito pequena no papel só para aproveitar o espaço.
Com passa dos anos, o homem não conseguia mais escrever no papel, não tinha mais espaço, para nada, ele sempre usou lápis, para tentar apaga os nomes depois e rescrever, mas nunca deu certo, os nomes ali listado ficava marcado como uma tatuagem em uma pele, impossível apagar.
Passando mais algum tempo, o homenzinho já estava perdendo tudo que conseguiu através da lista e sua inveja, cada coisa que conseguiu de maneira fácil, com sua “sorte” foi se indo, até chega o momento que ele perdeu até aquilo que ele já tinha pelo seu próprio esforço. Já era um mendigo, vivia para comer comida do lixo, mas não desistia, em tempos em tempos ele pegava aquela folha toda preenchidas com mais variados nomes e tentava coloca um novo nome por cima dos outros que já estava ali, mas não funcionava.
Muito anos se passaram, o homenzinho já estava muito velho com muitas doenças em seu corpo, mas seu corpo se negava a morrer, ele ficava vivo sofrendo, ele chorava a noites frias da cidade desejando morrer.
Em um dia muito ensolarado ele tentou mais uma vez escrever no papel com seu lápis que deve ser o milésimo que usou durantes esses anos, ele já estava pela metade, quando ele começou mais escrever um nome ele se lembro, lembrou-se da mensagem do home.
-Mas cuidado, quando não preencha totalmente o papel se não a magia reverte, mesmo para a inveja tem que ter um limite.
Mas a sua fome por aquilo que era dos outros fez ele ignorar totalmente a mensagem, sempre adicionar um nome novo até acaba o espaço da folha e inverter a magia.
Quando ele lembrou disso, o seu último desejo se realizou, caindo morto no chão. Quando foi encontrado, ele estava segurando firme a folha em uma mão e o lápis velho na olha.
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