quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Na estrada
Essa é uma história que meu avô contava para mim quando eu era criança e vou contar para vocês agora, não vou lembrar de todos os detalhes. Vamos lá.
Meu avô me falou quando ele era criança morava em uma cidadezinha que tinha praticamente só sítios e fazendas, ele e o pai dele como a mãe morava em um desses sítios. Então quando precisava ir para uma quitandinha para comprar alguma coisa tinha que andar por uns quilômetros até chega nessa quitanda que ficava no “centro” dessa cidade que na verdade ficava tudo em volta de uma velha igreja católica.
Um dia meu avô acordou bem cedo, ele tinha por volta dos 6 anos, ele vai acompanhar seu pai até a centro para compra algumas coisas, como a caminhada é longa ele sai bem cedo, na madrugada sem sol,
Como o percurso é uma estradinha de terra com muito mato, o pai do meu avô sempre levava uma fação para algo possa acontece. Eles ficaram lá no centro até o final do o meio dia, e resolveram volta para casa, no caminho para casa, eles voltaram andando bem perto do mato para aproveitar a sombra das arvores. Quando estava já na metade do caminho meu avô ouviu um barulho vindo do mato mais ao fundo para avô, o pai dele pensando que era algum tipo de bicho, como onça, já puxou o facão e ficou de olho olhando, e continuou a caminhar com atenção no máximo, a cada tempo eles ouviam barulhos de galhos sendo quebrado. Meu avó e seu pai começaram acelerar o passos. Em certa parte da estrada tinha um pequeno morro, que meu avó e seu pai deram a volta nele, quando chegou do outro lado, uma criatura sinistra usou o pequeno morro como trampolim para ataca-lo. No começo meu avó achou que era um javali, pelo seu corpo corpulento e grande, mas se deu conta que logo que não era, o corpo podia lembrar muito um javali, mas a cabeça parecia uma mistura de morcego com lobo e tinha orelhas gigantes como de um coelho ou jumento, o pelo grossos e castanho. O pai do meu avô pulou para o lado e deu uma facãozada na lateral do bicho, que ficou surpreso com o ataque e deu recuada, meu avó me falou que naquela hora, a criatura e seu pai ficaram se encarando e que até hoje não esqueceu a cor dos olhos do bicho, vermelhos como um rubi, a criatura tentou mais um ataque no pai do meu avô, ele com um braço usando para proteger seu filho e o outro balançado o facão, a criatura tentou mais alguma investida, mas meu bisavô era mais rápido, e em um momento de oportunidade ele deu uma balançada do fação na garganta da criatura, mas ela percebeu e baixou a cabeça no momento certo, mas não saiu ileso, o facão arrancou a orelha esquerda da criatura que desistiu dos ataques virou de volta para a mata e saiu correndo.
Meu avô e seu pai, continuaram a caminhar de volta para o sítio, com a atenção máxima, mas não voltou a acontecer nada no caminho, chegaram em casa salvos.
Um dois dia depois um compadre do pai do meu avô foi lá no sítio para joga baralho ou domino, além de fica bebendo e conversando, deve um momento que esse compadre falou que um grande desafeto do meu bisavô vendeu seus terrenos e que iria embora, meu bisavô não gostava de ficar falando sobre desafetos, mas ficou curioso, porque essa pessoa em particular, amava a terra dele como também já tinha tentado compra as terra do meu bisavô, usando até violência em uma época.
Aí o compadre falou que ele o desafeto tinha sido atacado um tempo atras e levou um corte muito feio nas costelas e perdeu a orelha esquerda, com medo de mais um ataque ele resolveu ir embora.
Meu bisavô não falou nada depois disso, mais meu avô me falou que ele fez uma cara no momento como se tivesse intendido tudo, como meu avô era criança naquela época não entendeu, só alguns anos depois que foi ter noção do que aconteceu, e que aquela criatura não era um animal do mato ou algo do tipo.
Essas são as informações que lembro que meu avô me contava, ah tem mais uma que esqueci de conta, meu bisavô guardou a orelha da criatura, hoje ainda esta com meu avô em um baú velho, ele já mostrou para mim um vez, na hora que vim meus pelos se arrepiaram na hora.
Não posso afirmar se a historia é real ou mentira, mas eu posso afirmar que realmente existe a orelha e que sempre fico com medo quando meu avô me mostro.
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